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Professor de Matemática, Músico

investigação

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TEOLOGIA DA GRAÇA

É curioso quando redescobrimos algo que não lembrávamos e nem praticávamos há muito tempo. Algo que hoje faz diferença, porque realmente eu não havia dado prioridade, mas agora percebo que é essencial para compartilhar com os outros.
“As grandes revoluções cristãs não vêm por meio de alguma coisa que não era conhecida antes, elas acontecem quando aceitamos radicalmente uma coisa que sempre esteve aí”, disse certo irmão. Isso me despertou muito pra o que eu pensava, mas tinha deixado um pouco de lado, talvez por me preocupar com coisas triviais e esquecer do meu real objetivo como cristão. Ficamos tão ansiosos com nossa salvação, que esquecemos que mais alguém precisa de pelo menos uma palavra nossa para desfrutar da mesma benção.
Graça, que significa eu me regozijo; estou feliz, é o que o mundo precisa. O problema é que mesmo lendo, ouvindo e crendo na teologia da graça, não consigo praticá-la. Porque viver tentando resgatar alguém daquilo que parece errado é tão difícil? Existem duas causas principais da maioria dos problemas emocionais entre os cristãos evangélicos: O fracasso em entender, receber e viver a graça e o perdão incondicionais de Deus e o fracasso de distribuir esse amor, perdão e graça incondicionais aos outros.
Em Mateus 22, Jesus afirma que devemos amar a Deus acima de qualquer outra coisa e ao próximo como a si mesmo, mas isso não é executado por nós nos dias atuais. O que podemos resumir é que quando falamos tal coisa estamos sendo quase sempre hipócritas, fingidos, cínicos, e existem duas opções para a hipocrisia: a perfeição ou a honestidade. Sabemos que a primeira está fora de cogitação para nós, não somos capazes de ser perfeitos, então o que resta é a honestidade, assumir que realmente somos egoístas, que quase sempre é eu, eu e eu, mesmo que inconscientemente.
Eu costumo bater em uma tecla muitas vezes dentro do meio jovem em que vivo e mesmo sendo chamado de chato não desisto dessa idéia: não estamos nos preocupando com o que realmente importa. Um bom exemplo disso está em Jesus ter curado no sábado, os fariseus se preocupavam com o protocolo, não com os doentes. A Imposição extremista aos outros era outra coisa em que Jesus repreendia os doutores da lei daquele tempo. Quem sabe se deixarmos de impor uma doutrina cada vez mais rígida, amenizássemos um pouco a questão do pecado? Na realidade sempre são feitas e refeitas as regras que devemos seguir, sendo que essas regras sempre são quebradas, quase que sem nenhum sucesso. Devemos nos preocupar em transformar vidas e não em transformar leis. Creio que a solução não está em impor “a verdade”, mas deixar que as pessoas percebam através da GRAÇA a verdadeira essência de Deus.
O que é mais difícil, seguir o legalismo, ou seguir a liberdade em Cristo? Se prestarmos bem atenção no que pregamos perceberemos que ser um cristão GRACISO é necessário muita dedicação, por exemplo: É fácil deixar de matar, mas é difícil amar; é fácil evitar a cama do vizinho, mas é difícil manter o casamento vivo, é fácil pagar os impostos, mas como é difícil servir os pobres. Mas, se vivermos realmente dedicados à vida cristã, essas dificuldades serão superadas, porque a lei indica a doença mas a GRAÇA realiza a cura.
É vergonhoso dizer isso, mas o que o mundo precisa é do amor cristão. Sempre que vemos algo de errado no próximo é porque nos comparamos com ele, e quando anunciamos tal erro alheio automaticamente nos dizemos melhores, é o maldito julgamento entrando em ação, é a não-graça tentando destruir a pureza do evangelho de Cristo.
Não podemos mais ser egoístas, precisamos mudar. Fazer com que os que nos rodeiam vejam o verdadeiro brilho de Cristo em nós. O mundo pode fazer tudo tão bem, ou melhor, do que a igreja. Você não precisa ser cristão para construir casa, alimentar famintos ou dar cura aos enfermos. Há apenas uma coisa que o mundo não pode fazer, ele não pode oferecer GRAÇA. Fome de GRAÇA é o que o mundo tem. Devemos transmiti-la em vez de explicá-la.
A vida cristã não deve ser resumida em culto, oração e jejum. São fatores cruciais, mas apenas parte de uma vida firmada na rocha. O PERDÃO deve ser sempre trabalhado de forma especial em nosso coração, pois é a forma exata de GRAÇA que é injusta se olharmos bem de perto, mas é isso que dá vida a tal manifestação divina. Perdoar nada mais é do que a arma que quebra qualquer corrente, acaba com qualquer mágoa, ódio ou orgulho, devemos estar sempre prontos a perdoar. Como poderíamos não perdoar uns aos outros à luz de tudo que Deus nos perdoou? Ser cristão é perdoar o imperdoável, porque Deus perdoou o imperdoável em nós. Em Oséias 11:6-9 temos:
6-A espada cairá sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos, e as devorará, por causa dos seus caprichos. 7-Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz.
8-Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem. 9-Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira. Se observarmos bem Deus primeiramente dá juízo, mas no final ele é misericordioso. Em Miquéias 7:18b ainda temos: O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
Portanto demonstremos a GRAÇA com Amor, Perdão e Misericórdia. Sejam meus imitadores disse Jesus. Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo tem de passar. Sempre que ofendemos pedimos misericórdia, mas quando somos ofendidos pedimos justiça. A falha na lei da vingança é que ela nunca estabelece um final de jogo, sempre haverá um segundo tempo enquanto o PERDÃO não for manifestado em uma das partes.
A não-graça está tão enraizada em nós que sempre que algum acidente, mesmo que pequeno aconteça, muitos de nós já dizemos: “isso é tudo culpa do pecado, se não tivesse em pecada não teria acontecido, se tivesse na brecha Deus não tinha permitido, morreu por que não se arrependeu”. Bem se fosse sempre dessa forma que Deus trabalhasse teríamos imortais entre nós desde a criação do mundo como Abraão, Moisés e outros, e os “justos” viveriam muito mais. Essa não é nenhuma prova de que amo o próximo, muito menos de que amo a Deus. Eu realmente só amo a Deus na proporção em que amo a pessoa que menos amo. Espero nunca esquecer disto, pois é uma das maiores verdades que aprendi até hoje.
Se dependesse do que eu ouvi durante muito tempo a respeito do evangelho creio que nunca me converteria, era sempre sobre como eu ia passar o resto da vida no inferno sendo perturbado pelo capeta. Diante de pecadores pregamos apenas o Juízo, mas onde está a GRAÇA e a MISERICÓRDIA do Pai? Por isso aprendi que não é tudo sobre o reino de Deus que devemos pregar aos necessitados da palavra. Também da forma que somos julgados é mais fácil conseguir prostituição na rua do que um abraço dentro da igreja. A não-graça tem sido o foco de muitos, mesmo involuntariamente. Abrir os olhos não custa nada. Analisem-se a si mesmo. O pecador pode ser uma abominação, mas continuará sendo amado por Deus com a mesma intensidade que Deus nos ama, e DEVE ser amado por nós. Temos que odiar o pecado, mas amar o pecador. É edificante ouvir: “sei que você não concorda comigo, mas mesmo assim ainda mostra o amor de Jesus. Quão bom é viver em união com os irmãos”.
Como devemos agir diante do pecado do próximo? Com certeza essa desobediência não é maior do que a mentira ou o orgulho. E se fosse eu, como agiria? Como gostaria de ser tratado? Ou que esperaria do próximo? Com certeza gostaria que os meus irmãos me amassem como eu sou mesmo com minhas fraquezas e que me respeitassem sem me julgar. Em alguns casos conseguimos aceitar o pecador com GRAÇA e AMOR, mas porque não em todos os casos? A bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas, mas é a coisa que mais fazemos.
Pregamos amar, amar e amar, mas sabemos o que realmente é amar alguém? Amar uma pessoa significa vê-la como Deus pretendia que ela fosse.
Na igreja hoje existem duas classes de pessoas, na realidade duas classes de pecadores: os que acham que já se arrependeram o suficiente e agora podem julgar o outro e os que ainda pedem misericórdia por admitirem que não conseguem parar de pecar. Resumindo, são os que negam o erro e os que admitem o erro.
Da mesma forma com que precisamos perdoar, precisamos ser perdoados, mas para isso temos que estar dispostos a ser apedrejados, de mãos vazias e o começo disso é largar as pedras que usaríamos para apedrejar alguém e baixar a cabeça admitindo o erro. É bem verdade que Deus nos aceita como somos, mas quando ele aceita não podemos permanecer como somos.
Bem, em todos os casos temos que nos portar de maneira autêntica para que a GRAÇA flua verdadeiramente. Qual a necessidade de ser uma cópia do Pastor? Ou do Irmão do louvor? Creio que como disse antes, Deus nos aceita como somos e somente como somos poderemos trabalhar melhor com quem nos conhece e ainda não está conosco. Gandhi certa vez disse: “Um líder... é somente um reflexo dos seus liderados”. Devemos nos espelhar também nos que nós lideramos, teremos muito do que tirar da graça dos pequeninos, não podemos reprimir simplesmente para não perder a autoridade, assim não existe GRAÇA. Temos muito que aprender UNS COM OS OUTROS!
O arrependimento, não o comportamento adequado ou até mesmo a santidade, é a porta de entrada da graça. Qual o oposto do pecado? Antes de ler a resposta tente responder pra si. Não creio que a santidade seja a melhor resposta, por santidade os fariseus eram egoístas, perseguidores da igreja de Cristo. Creio que a GRAÇA é a melhor resposta, sendo a melhor coisa a ser praticada imediatamente!
As pessoas de alguma forma acham, ou melhor, são induzidas a achar que por terem quebrado as regras ainda não ouviram o evangelho da GRAÇA. Jesus disse: “Perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”, é a única oração que eu tento fazer, mas nem sempre consigo.
Outro ponto é que a lei de Deus não é a lei dos homens, não podemos impor nossas regras ao mundo como verdade absoluta, eles nunca entenderão isso. Pelo contrário se percebermos que somos a bíblia do descrente teremos mais “sucesso”. “De cem homens um lerá a bíblia e noventa e nove lerão o cristão”, disse outro irmão.

Resumindo tudo isso eu pergunto com vergonha e temor: O que há de tão maravilhoso na GRAÇA e porque os cristãos não demonstram mais dela? Como é um cristão cheio de GRAÇA? Não consigo responder, mas faço questão que você pense sobre isso. O mundo tem sede de GRAÇA e quando a GRAÇA desce, o mundo fica em silêncio diante dela.

“O Homem nasceu quebrado. Ele vive se concertando. A GRAÇA de Deus é a cola” (E O’ Neil).

(A maior parte dessa análise foi tirada do livro Maravilhosa Graça de Philip Yancey, não deixem de lê-lo).

QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO ESTEJAM COM TODOS NÓS! AMÉM!


Helder Fontoura(2009)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Jonas O profeta Sem Noção!

PARÁBOLAS DE UM PROFETA SEM NOÇÃO

Danilo Fernandes


CAPITÃO DO NAVIO: - Acorda fio duma jumenta!

PROFETA JONAS: - Mas o que é capitão, por que perturbas meu sono?

CAPITÃO - Não estais vendo que este navio está fazendo água? Estamos num tufão! Num tsunami! Valha-nos Netuno! Faça alguma coisa!

JONAS - Mas eu não entendo nada de navios, tão pouco de tempestades!

- Você não é Jonas, o Profeta, filho de Amitai?

- Sim! Como sabes?

- Eu vi vocês no porto. Despediu-se de seu pai dizendo que Deus havia colocado em seu coração fazer uma cruzada de avivamento em Boca Raton na Flórida, Estados Unidos. Peça ao seu Deus que pare esta tempestade!

- Bem. Não sei se Deus me ouve, não era bem para Flórida que eu deveria ir...

- Marinheiro! Chama o macumbeiro que está lá na galé! Diga-lhe que jogue seus búzios, pois este telepastor aqui há de ser um profeta menor e só é capaz de acalmar tempestade em copo d’agua!

E foram marinheiro, macumbeiro e capitão jogar flores ao mar quando, dizem, iemanjá pediu a cabeça de Jonas. Como naquele tempo o pessoal não só tocava nos ungidos, mas também os davam de oferenda, seja para que demônio fosse, a sereia do capeta teve sua vontade atendida! Jogaram o profeta ao mar revolto e, junto com ele rolaram pela amurada do navio: 2 dúzias de rosas, 3 litros de perfume da Avon e mais 30 pulseiras de plástico, sem nem ao menos aquele barquinho de sushi que se usa para estes despachos.

Pois é, e como o músico Zé Rodrix profetizou, foi assim que Jonas virou música sem ser por vontade própria! E logo se viu comprometido, sem assinar papel, a fazer a vontade de Deus ou ter na baleia a sua casa, sua cidade, até o fim da vida!

ELE (O Grande Eu Sou): - Jonas, Jonas, onde estão agora os seus ternos de linho e suas botijas de óleo ungido?

JONAS (arroz de sushi de peixe vivo): - Deus?!

- Sim Jonas. Eu não te mandei ir para São Gonçalo? O que fostes fazer na Flórida?

- Mas Senhor aquele povo é ruim! Não querem saber de Evangelho! Não querem orar, só querem marchar! Vivem de querer ver sinais e maravilhas.

E de fato era assim o povo daquele tempo. Crianças na fé haviam esquecido a sã doutrina. Viviam agora um tal de reteté, ninguém usava mais sandálias, eram sapatinhos de fogo! Rodopios e línguas estranhas, óleos, espadas, arcas e baús... Não queriam saber dos antigos profetas e nem da Santa Palavra. Viviam de “revelamentos”. A bíblia seguia sempre fechada, como um desodorante, não saia de debaixo do braço...

E para não ser injusto, quando liam algo das Escrituras era de Malaquias, a quem andam dando uma moral maior que a do Cristo! E, fora isto, era marcha e mais marcha... E pensar que Cristo foi andando à Cruz, tomando pancada... E quem marchava? Quem marchava? Mas não eram os soldados romanos os marchadores na história? Vá entender esta mania de marchar...

Mas determinar o povo sabia! Determinavam vitórias e mais vitórias e ninguém pagava mais contas em bancos, mas levavam os boletos e carnês para Deus pagar nestes desafios e fogueiras da Universal.

DEUS (o todo poderoso): - Jonas, Jonas eu te falei para pegar a barca para Niterói e você pegou este navio da CVC para Miami, ô raça ruim! Agora vou te dar este PC e vais virar blogueiro apologético até que a viagem termine.

JONAS (isca viva): - Mas, Deus! Ao menos terei banda larga?

- Jonas, Jonas és muito turrão! Pensas ser dono da Minha agenda Jonas? Queres agora controlar Meus planos?



E foi assim que Jonas passou a dar congestão em peixe e a perturbar os blogueiros da blogosfera com seu legalismo cruel, de dono da verdade, xerife de Deus. Sisudo, reclamava do bom humor dos blogueiros. Queria todos em panos de saco. Sérios. Imbuído da missão de determinar a vontade de Deus, já dizia como os outros haveriam de orar, fazer apologética e tudo o mais. E foi quando já estava prestes a reservar o domínio de Deus no registro do PontoCom do Céu, eis que o próprio Deus atendeu a vontade da baleia nauseada e apressou a viagem:

- JONAS (encosto de peixe): Fecha a boca, está entrando água... socorro! Não tosse não, peixe excomungado!

- PEIXÃO (sem Sal de Frutas Eno, mas na misericórdia): Arght! Uuuuugo!

E lá foi Jonas gofado em São Gonçalo. Nenhuma areia fofinha, ou praia agradável. Terminou com a cara no asfalto de uma rodovia, transito de sexta-feira, todos indo para a região dos lagos. Logo encontrou um vendedor de água e biscoito, matou sua fome e sede e ouviu de Deus a ordem unida:

- Vai pregar pelo arrependimento do povo, ou destruo São Gonçalo em 40 dias e, se vacilar, Niterói vai junto!

E lá foi Jonas com raiva e mau humor, senhor da “vontade” de Deus pregar para o povo. E como é o Espírito que faz as coisas, a despeito dos maus bofes de Jonas, foi mesmo o povo se convertendo... A giração do pastor pilão parou. Os macumbeiros dos sapatinhos de fogo pararam de marchar e foram ler a Palavra e os profetas das “Casas Bahia” cessaram de vender Deus às prestações. E não foi preciso muito tempo para o próprio prefeito abandonar a macumba, vestir panos de saco e convocar o povo pela TV para jejum e oração. E foi assim que São Gonçalo deu com a cara no pó!

Missão cumprida, foi se Jonas para cima do morro mais alto e lá remendou um barraco. Zangado, sentou-se na laje quente para admirar o cumprimento da profecia que ele e Deus (?) determinaram para a cidade. E como ele (Jonas) era profeta de palavra, ungidão, e não era homem comum para mentir, não queria saber de conversa e que Deus agora honrasse o que disse, pois pouco importavam Seus planos perfeitos e Seus desígnios finais, mais valia a profetada de Jonas. Esta haveria de se cumprir! São Gonçalo ia para o saco! Fogo neles!

E ficou o profeta no calor da laje e Deus deu lhe uma bananeira para dar sombra e bananas. E passou noite e um novo dia, mas a cidade ainda de pé e Jonas a esperar a destruição. Abaixo, o povo arrependido seguia na sã doutrina, na Graça. Tudo na Santa Paz.

E ficou assim? Não! Deus vai e faz murchar a bananeira (criando a banana-passa no processo) e Jonas se revolta de vez: Chuta a botija de azeite, solta impropérios a Deus, diz que vai virar macumbeiro, telefona para o Edir Macedo... Uma loucura!

DEUS (que não tem planos frustrados): - Jonas, por que este piti, este ataque de pelancas, esta raivinha toda menino? Então estais com pena desta bananeira que criei para viver por um dia apenas, criada para lhe dar comida (*) e sombra, e não se apieda desta cidade de milhões de almas? Jonas, meu filho, o povo se arrependeu! Estava escrito assim! Por Mim! O prefeito fechou a sede da Igreja Mundial, derrubou a Internacional e lacrou a Universal. Até em Niterói já pensam em fechar a Adhonep! O povo parou com a idolatria! Vai para Boca Raton meu garoto! Missão cumprida!


Nota:

(*) Veja como é a Providência de Deus: Vive e morre a bananeira para que Jonas entenda o Amor e ainda seja dado a todo povo saber e entender que os Seus planos são sempre maiores e melhores do que os nossos. Aprendemos que nem sempre vemos ou percebemos os caminhos de Deus, mas devemos ter a certeza que no final da história virá a Perfeição. Vimos ser usado o “incomodo” que tanto desagradou a Jonas para o bem de milhões e, mesmo Jonas, foi edificado e abençoado, pois se cumpriu a vontade de Deus em sua vida e após 3 dias na baleia, Jonas nasceu nova criatura para viver, aprender e herdar de Deus o Reino. Finalmente, ainda teve Deus a bondade de mais uma vez usar a bananeira fiel e nos dar a banana-passa esta delicia saudável que tanto me agrada! Deus é maravilhoso!